8, 9, 10 e 11 de maio
de 2019







das 19h
às 22h
sábado: 11h às 14h






Contraculturas

A Contracultura teve um papel marcante nas transformações políticas e sociais ocorridas a partir da segunda metade do século XX. Sua influência atravessou a política, o consumo, os costumes, as artes em suas mais diversas manifestações, além de oceanos e fronteiras nacionais. Passados 50 anos, ainda vivemos algumas de suas conquistas e contradições, e nos questionamos se ela é ainda viável como forma coletiva de crítica social. O curso transdisciplinar O que foi a Contracultura? Ainda é? E como será? propõe um exame crítico sobre a Contracultura partindo de seu contexto histórico e levando em consideração reverberações políticas e estéticas deste acontecimento na contemporaneidade. Pretendemos fornecer uma visão geral sobre a Contracultura, a partir da análise de alguns de seus principais episódios e artefatos culturais, detendo eventualmente o olhar em questões ou momentos específicos.Examinaremos de forma crítica os modos de interação entre política, arte e cultura de massas inaugurados nos anos 1960. Neste processo, deverão ser questionados estereótipos vinculados à mitologia da década.Nossa metodologia deverá seguir uma orientação horizontal, de viés anarquista. Decisões sobre as atividades desenvolvidas do curso, tais quais a escolha do material de apoio, deverão ser tomadas em grupo, a partir de sugestões iniciais. As discussões serão apoiadas pela leitura de textos teóricos e literários, exibição de material audiovisual e audições fonográficas.


Investimento: R$ 380,00 (em até 3x)
Se você se inscrever com +1 amigo, ambos ganham 10% de desconto no boleto. Escreva para contato@casaplana.org.

Plano de aulas



Aula 1 – Uma grande nação, mas ainda é muito fraca +
A praia sob o pavimento
No primeiro encontro problematizaremos o conceito sociológico de Contracultura, apresentando o contexto histórico de seu surgimento e os principais postulados e momentos “contraculturais”. Localizaremos uma possível origem deste fenômeno histórico no anarquismo místico dos Espíritos Livres, seguindo uma linha imaginária através do tempo que une estes hereges medievais a communards, boêmios, hipsters e hippies. Também serão explorados os acontecimentos de Maio de 68. O papel da Internacional Situacionista e suas formulações teóricas e práticas sobre a revolução da vida cotidiana. A contracultura na Europa: do Provos ao Euroterrorismo. Bombas pela paz. Transar e atirar são a mesma coisa.


Aula 2 – Navilouca e vapor barato + Mulheres radicais
No segundo encontro será discutida a contracultura no Brasil – e além: uma mirada para outras contraculturas. Guerrilha urbana e a estética do desequilíbrio. Living Theatre cai em Ouro Preto. Pós-tropicalismo. A cultura marginal na música, no cinema e na poesia. A imprensa alternativa.
O significado do desbunde. Investigaremos ainda o papel radical das mulheres no “clube de homens” da Contracultura. A pantera negra Angela Davis. Valerie Solanas e o tiro em Andy Warhol. Yoko (e John). Lygia Clark e a arte para além da arte. Leila Diniz: “dou pra todo mundo, mas não dou pra qualquer um”.

Aula 3 - Pink Floyd, odeio: outras (Contra)culturas
Aqui tentaremos responder à pergunta: o movimento Punk faz parte da Contracultura? A questão também deverá ser lançada em relação à cultura Hip Hop: de que forma ela participa da mitologia de resistência, transgressão (e captura) da Contracultura? Olharemos também para a dança como forma de protesto e para os processos de captura dos movimentos. A rebelião de Stonewall. O segundo Verão do Amor e a cena rave britânica. A cultura techno na Europa. As movimentações em São Paulo, século 21. Novas drogas. Problemas de gênero.

Aula 4 - Cadê a tal da Contracultura? - Roda de Conversa com Coletividade Namíbia
No último encontro do curso, receberemos a performer Euvira, integrante da Coletividade Namíbia, para uma conversa sobre o lugar da Contracultura hoje. Namíbia é um coletivo formado por pessoas negras, majoritariamente TLGBQ+, que conecta artistas de diferentes áreas das artes visuais e da música, de diferentes regiões do país, com destaque para o nordeste. A coletividade se dá pelo agrupamento rotativo de artistas que possuem interesses comuns, como uma articulação política que tem como objetivo a democratização da cultura, inserção e valorização de artistas TLGBQ+ negros, trazendo visibilidade, representatividade, ocupando e resistindo na cena noturna de São Paulo.






Sobre Leo Felipe

É escritor e curador, bacharel em Jornalismo (UFRGS) e mestre em Artes Visuais (UFRGS). Entre 2011 e 2017 foi diretor da Galeria de Arte da Fundação Ecarta, em Porto Alegre. É autor dos livros A Fantástica Fábrica (Pubblicato, 2014), O Vampiro (Ideias a Granel, 2006) e Auto (Ideias a Granel, 2004). Em 2018, participou como convidado do ciclo de filmes e palestras Tropical Underground: Revolutions of Cinema and Anthopology, no Deustches Filmmuseum, em Frankfurt, e da Conferência sobre culturas DIY Keep It Simple Make It Fast, na Universidade do Porto.

 ︎ anterior   ︎    próximo ︎   
©2018. Casa Plana All rights reserved.