09, 16, 23







das 19h30
às 22h




e
30 de maio








quintas



Poéticas ancestrais - diálogos contemporâneos e criação literária


Investimento:
R$ 250,00


oriki: ori = ‘cabeça’; ki = ‘louvar’, ‘saudar’; invocação da força vital

Esta oficina propõe um entrecruzamento entre os orikis (composições poético-musicais de origem iorubá) e itans (narrativas sagradas) com poéticas e narrativas contemporâneas por meio da leitura e escuta de textos literários, teóricas do feminismo negro e letras de rap, além da criação em prosa, poesia ou narrativas mistas.



Plano de aulas


Primeiro encontro

No primeiro encontro, introduziremos brevemente o que são os orikis e os itans, que servirão de bases poético-narrativas para o processo de criação que se pretende estabelecer no decorrer da oficina e leitura conjunta de algumas poéticas ancestrais. Será proposto um espaço de trocas de referências artísticas e literárias diaspóricas e conversa sobre o processo criativo de cada participante. Também começaremos a pensar a respeito de como o feminismo negro pode representar um ponto de partida para se pensar a resistência através da redescoberta de nossas ancestralidades. Exercício: a criação de personagem e sinopse a partir dos orikis e itans lidos em conjunto.


Segundo encontro

No segundo encontro, trataremos a respeito do entrecruzamento entre as narrativas ancestrais e contemporâneas, apresentando noções de interseccionalidade, conforme propostas pelo feminismo negro, como uma encruzilhada em que essas narrativas se cruzam. Assim, nos aprofundaremos nos estudos dos orikis e itans por meio da leitura conjunta de textos e conceitos presentes nas obras Oriki Orixá, de Antonio Risério, e Mitologia dos Orixás, de Reginaldo Prandi. Também iniciaremos o contato com os neo-orikis ou orikis contemporâneos que são as músicas de rap. Exercício: descrição de um dia na vida da personagem criada na proposta do primeiro encontro.


Terceiro encontro

Aqui abriremos um espaço de leitura conjunta das produções propostas no segundo encontro, dando maior atenção aos aspectos do processo criativo individual de cada participante. Voltaremos à escuta das músicas de rap e lançaremos a provocação: por que podemos considerar as músicas de rap como neo-orikis ou orikis contemporâneos? Também conversaremos a respeito das referências trazidas pelos participantes no primeiro encontro e nos aprofundaremos um pouco mais em nomes da literatura brasileira na diáspora. Proposta de criação: conto, crônica, poesia, fragmento ou esboço de narrativa.


Quarto encontro

A partir da leitura conjunta das produções, daremos prosseguimento ao laboratório de escrita, apontando sugestões e desmiuçando os textos produzidos. Pretendemos aqui, no encerramento do ciclo, conversar mais a respeito das narrativas diaspóricas e suas possibilidades no contemporâneo a partir da experiência criada no decorrer da oficina.


Sobre Cecília Floresta


Afrodescendente, é escritora, candomblezeira & sapatão. Nasceu na capital paulista numa dessas manhãs de dezembro, fazia sol e o ano era 1988. Ganha a vida editando livros, escreve torto uns poemas sem métrica & na prosa desconversa. Cultiva um porção de biblioteca, dois gatos que levam títulos de romances & plantas – ou o contrário.Poemas crus, seu primeiro livro, foi publicado pela editora Patuá em 2016.




 ︎ anterior   ︎    próximo ︎   
©2018. Casa Plana All rights reserved.